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Letras de músicas - letra de música - letra da música - letras e cifras - letras traduzidas - letra traduzida - lyrics - paroles - lyric - canciones - CAMINHO DA ESCURIDAO - MEIA NOITE ETERNA (LORD OF THE MYSTERIES) - UNIVERSE SONGS - música e letra

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Caminho da Escuridao - Meia Noite Eterna (Lord Of The Mysteries) letra


Puxa uma cadeira
Toma um café
Tá frio na rua, eu sei
Sabe por que a gente não dorme?
Deixa eu te contar o preço do silêncio de Tingen

O relógio bate duas da manhã
Na parede fria
A cidade inteira fecha o olho
E descansa no calor
Mas eu fico acordado
Encarando essa névoa sombria
Gente normal não faz ideia
Do tamanho da nossa dor

A caneta desliza no papel
A mente tenta não pirar
Escrevo uns versos ruins
Pra ver se o monstro não me consome
Sou o Insone na guarita
Olhando a escuridão passar
Um Poeta da Meia-Noite
Rimando o medo que não tem nome

Trabalho de madrugada
Com gosto de café amargo na boca
Enquanto a lâmpada a gás pisca
Devagar no corredor
A sanidade é um fio fino
Uma linha frágil e pouca
Protegendo os inocentes
De um vislumbre destruidor

Se a vela apagar de repente
Não se mexe, não respira
O escuro guarda coisas
Que a tua razão duvida
Olha pro meu rosto
Vê como o cansaço me estica
A gente perde a alma
Pra salvar a tua vida

Louvada seja a Noite
E o Seu eterno manto
A gente sangra no breu
Pra você dormir em paz
Carregando a loucura
Engolindo o próprio pranto
Do que a escuridão esconde
Ninguém lembra mais
Ninguém lembra
Ninguém sabe
Aceite o descanso eterno
Deixa o silêncio entrar

Fecha os olhos devagar
Deixa a minha voz te ninar
Eu entro no teu sonho
Se o bicho começar a pegar
O Dunn Smith prendeu a Megose
Dentro da própria mente
Ele consumiu os aliados
Despedaçado, mas sorridente

Ele morreu por nós
O Velho Neil perdeu a cabeça
Você entende o peso
Antes que o dia amanheça
Eu me tornei o Pesadelo
Pra aguentar esse horror
Parando o coração do alvo na cama
Sem fazer clamor

E agora o frio subiu
Virou um arrepio na espinha
Como Apaziguador de Almas
Eu ando por essa linha
Vejo os fantasmas chorando
Na névoa cinzenta do além
Converso com os mortos
Porque a carne já não me mantém

A poção desce rasgando
O peito vai ficando vazio
A humanidade derrete a cada dose
A cada arrepio
O mundo espiritual bate na porta
Pedindo atenção
E o medo do escuro vira
A nossa única canção

Louvada seja a Noite
E o Seu eterno manto
A gente sangra no breu
Pra você dormir em paz
Carregando a loucura
Engolindo o próprio pranto
Do que a escuridão esconde
Ninguém lembra mais
Ninguém lembra
Ninguém sabe
Aceite o descanso eterno
Deixa o silêncio entrar

Virei um Bruxo Espiritual
Domino o que ninguém vê
Minha própria sombra se move
Pra despedaçar você
Lanço maldições antigas
Com o estalar dos meus dedos
Mas o salto pro topo exige
Abandonar os segredos

Agora eu sou um Semideus
Um Vigia Noturno imortal
Olha pro meu corpo mudando
Isso não é humano ou normal
Tem pelo negro crescendo
Garras rasgando a minha pele
A forma de lobo demoníaco
Faz com que o mundo congele

Eu devoro a luz do dia
Trago o breu que te cega
O azar caminha comigo
O infortúnio te pega
Tua artéria se rompe sozinha
O teu feitiço dá errado
Você cai no chão sozinho
Pelo destino amaldiçoado

Olha para trás agora
Olha para a sua própria sombra
Eu tô morando dentro dela
Você consegue sentir?
Crio uma Catedral do Horror
Um domínio que te assombra
Se eu pisar descalço no chão
Você vai sucumbir

Virei o Bispo do Horror
Me alimento do teu pavor
Mas o poder mais lindo
Deste caminho não tem cor
Eu sou o Servo do Ocultamento
Eu sei como te apagar
Vou esconder teu corpo
Tua história, teu lar

O mundo esquece que você nasceu
A realidade te ignora
Nenhum Vidente te acha
Você tá do lado de fora
Arianna caminha sem sapatos
Por Backlund destruída
Ocultando bairros inteiros
Pra salvar a massa caída

Sumir da história
Virar um vácuo no tempo
A verdade foi reescrita
Num sopro de vento

Silêncio absoluto
Ninguém abre a boca um segundo
O Cavaleiro do Infortúnio
Chegou pra calar o mundo
Ergo o Reino Coadjuvante
A autoridade da extinção
Se eu disser Cale-se
Morre a tua conjuração

As leis místicas param
O teu poder vira nada
A noite engole os deuses
Na última grande jornada
Subindo degrau por degrau
No altar de ossos
Cercado por Baunilhas da Noite
Até virar a própria Escuridão
E o Cosmos dominar

Amanises move as peças
Nesse xadrez dos deuses
Enquanto a história se refaz
Mas lá no fundo do trono
Na solidão mais profunda
Uma alma transmigrada
Chora enquanto o mundo afunda
Lembrando de um céu moderno
Que não vai mais voltar
E do gosto
De um refrigerante de cereja no jantar

Sequência zero
O silêncio enfim venceu
O mundo tá salvo
Mas quem foi que o defendeu
Ninguém lembra
Ocultado da história
Apagado da glória

Boa noite
Pode fechar os olhos agora
A gente cuida do resto

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